Observatório Estatístico e Longitudinal da Mobilidade Docente

Mobilidade Interna · 2016/2017–2026/2027Versão de consulta descritiva · redes · painel longitudinal · trajetóriasProf. Manuel P. Fernandes · Prof. Pedro Serra

Visão geral

Retrato do ano selecionado e evolução no período longitudinal.

Participação e colocações por ano

Não colocação e migração efetiva

Rede de mobilidade entre escolas

Setas = migração efetiva. Espessura = número de docentes. Não colocados não criam arestas.

predomínio de saídapredomínio de entradaequilíbrioTamanho do nó ∝ movimento total

Detalhe do nó

Clique numa escola para consultar entradas, saídas, saldo e principais fluxos.

Índices QA/QE vs QZP

Comparação por ano e grupo. O filtro “tipo” é ignorado nesta página para permitir a comparação entre os dois quadros.

Não colocação: QA/QE vs QZP

Migração e permanência QZP

Prioridades QA/QE no ano selecionado

Pressão e rankings

Indicadores sentinela; o limiar M aplica-se apenas aos rankings e à análise longitudinal, não à tabela integral de escolas.

Como ler estes gráficos: cada barra representa uma escola. E = entradas, S = saídas e M = E + S. PS e PE são percentagens relativas ao movimento total, por isso uma percentagem elevada só deve ser interpretada em conjunto com M.

Top 25 — Pressão de saída (PS)

PS = S/M × 100. Quanto maior a barra, maior o peso das saídas no movimento da escola. 50% representa equilíbrio E≈S; valores acima de 50% indicam predomínio de saída.

Top 25 — Pressão de entrada (PE)

PE = E/M × 100. É complementar de PS. Valores acima de 50% indicam predomínio de entrada.

Maior movimento total (M)

M = E + S. Mede volume, não direção. Uma escola pode ter M elevado e PS≈50%, ou seja, muita rotação mas equilíbrio entre entradas e saídas.

Saldo migratório efetivo (SM)

SM = migrações recebidas − migrações originadas. Valores positivos (azul/verde) significam receção líquida; negativos (vermelho) significam emissão líquida. Permanências e não colocados não entram no saldo.

Os gráficos no ecrã mostram apenas os primeiros 25 casos para legibilidade. O SVG completo inclui todas as escolas que satisfazem os filtros e o limiar M atual; para incluir praticamente todas as escolas com movimento, use M=1.

Tabela integral de escolas

O cadastro é mostrado independentemente do limiar M. Assim, uma escola não desaparece da tabela apenas por ter pouco movimento no ano selecionado.

Identidade escolar: a chave é sempre o código. O nome apresentado é a designação canónica do cadastro 2024 quando disponível. Códigos históricos/especiais são mantidos separadamente e nunca fundidos por semelhança do nome.
EscolaConcelho / cadastroESMPS%PE%Mig. inMig. outSMNCTNC%Permanências

Análise longitudinal das escolas

Persistência, volatilidade, tendência, tipologias e corredores recorrentes.

Evolução anual no período

Tipologias heurísticas de escolas

Evolução de uma escola

Importante: este gráfico utiliza todos os dados anuais disponíveis para a escola e não aplica o limiar mínimo M. O limiar M continua a ser usado apenas nos rankings e nas tipologias/persistência longitudinais. Assim, anos com movimento reduzido (por exemplo, M<10) continuam visíveis. Anos sem qualquer movimento aparecem com M=0 e sem PS/PE.

Escolas com maior persistência de saída

Lista apresentada: por legibilidade, são mostradas até 150 escolas com anos ativos ao limiar M. O ficheiro descarregado contém todo o cadastro, incluindo escolas sem anos ativos ao limiar atual, que ficam explicitamente marcadas como “Sem classificação ao limiar atual”.
EscolaAtivosIPPSPS médioσ(PS)Tend.M totalTipologia

Corredores persistentes

Origem → DestinoAnosPersist.MovimentosClasse

Trajetórias longitudinais anonimizadas

Unidade recomendada: docente × grupo de recrutamento, evitando múltiplas candidaturas do mesmo docente no mesmo ano.

Distribuição do número de anos de participação

Como ler: o eixo horizontal é o número de anos letivos em que cada painel docente × grupo participou no período selecionado; o eixo vertical é o número de painéis com essa duração. Um docente que concorra em dois grupos pode contribuir para dois painéis. A barra “1” representa participações observadas em apenas um ano, não necessariamente docentes que só poderiam concorrer uma vez.

Leitura dos estados e recorrência

P = colocado na mesma escola; M = migração efetiva; NC = não colocado; ? = colocado sem origem escolar recuperável. O índice de recorrência é descritivo e não constitui juízo de irregularidade.

TPR observada = anos de participação / anos do período selecionado. TME = anos com migração / anos de participação.

ID painelGrupoAnosTPR%MudançasTME%NCEscolas distintasMaior sequênciaÍndice recorrênciaClasseEstados

Transições de estado — Cadeia de Markov descritiva

Transições entre anos consecutivos de participação para a unidade docente × grupo.

Matriz de transição

Probabilidades de transição

Qualidade e cobertura dos dados

Auditoria anual da base longitudinal e cobertura dos grupos de recrutamento.

Cobertura grupo × ano

Como ler o heatmap: cada célula cruza um grupo de recrutamento (linha) com um ano letivo (coluna). Na escala “N.º de candidaturas”, tons mais escuros representam mais participações nesse grupo/ano; branco ou valor 0 significa ausência de candidaturas na base. Isto não é uma pontuação de qualidade nem significa falta de dados por si só. Como os universos anuais têm tamanhos diferentes, a opção “% do total do ano” facilita a comparação da importância relativa de cada grupo entre anos. Passe o rato sobre uma célula para ver N e percentagem.
AnoCandidatosGrupos com candidatosGrupos sem candidatosOrigem escolar indisponívelColocadosElegíveis para rede

Metodologia e cálculo dos indicadores

Especificação consolidada do Observatório Estatístico e Longitudinal.

Princípio central: estabilidade do vínculo ≠ estabilidade geográfica do docente ≠ estabilidade organizacional da escola.

Unidade de análise e construção da base

Cada registo representa uma participação na Mobilidade Interna num determinado ano e grupo. A chave de cruzamento usada nas bases históricas foi N.º de utilizador + grupo de recrutamento. A escola de origem dos QZP é recuperada da lista definitiva de ordenação, e não do simples código de QZP da lista final. Só entram na base analítica candidatos com resultado final “Colocado” ou “Não colocado”.

Mᵢ = Eᵢ + Sᵢ
Movimento total associado à escola.
PSᵢ = Sᵢ/(Eᵢ+Sᵢ) × 100
Pressão de saída. Indicador sentinela, não diagnóstico isolado.
PEᵢ = Eᵢ/(Eᵢ+Sᵢ) × 100
Pressão de entrada; PE + PS ≈ 100%.
SMᵢ = MigInᵢ − MigOutᵢ
Saldo migratório efetivo entre escolas.
TNCᵢ = NCᵢ/Sᵢ × 100
Mobilidade latente; não é uma taxa de retenção do corpo docente.
PQA = QA/QE em MI / Total MI
Composição do universo MI; não é taxa de participação nacional.
IMV-QA = QA/QE na prioridade voluntária equivalente / QA/QE em MI
Proxy administrativa de mobilidade voluntária. A numeração legal muda ao longo dos anos; a aplicação usa a prioridade QA/QE dominante acima da 1.ª em cada ano.
IP-QZP coloc. = QZP mesma escola / QZP colocados
Permanência dos QZP entre os colocados.
IPPSᵢ = # anos com PSᵢ>60% / # anos ativos
Persistência de pressão de saída, considerando o limiar mínimo M definido pelo utilizador.
Volᵢ = σ(PSᵢ,t)
Volatilidade anual da pressão de saída.
TPR = anos de participação / anos observados
Taxa de participação recorrente observada; não pressupõe elegibilidade jurídica em todos os anos.
TME = anos com migração / anos de participação
Taxa de mudança efetiva no painel docente × grupo.

Regra do não colocado

Para medir a pressão administrativa da mobilidade, cada candidato conta como uma saída da escola de origem. Se não obtiver colocação, conta também como uma entrada de regresso nessa mesma escola. Na visualização de rede, contudo, o não colocado não cria uma aresta, pois não houve migração efetiva.

Persistência, volatilidade e tipologias

O painel escolar calcula IPPS, persistência de entrada, desvio-padrão de PS, tendência linear em pontos percentuais por ano, movimento acumulado e TNC. As tipologias apresentadas são heurísticas descritivas: emissora persistente, recetora persistente, alta rotação, mobilidade latente elevada, volátil, estável/baixa rotação e perfil misto. Não constituem avaliação de qualidade da escola.

Trajetórias e Markov

A unidade usada para sequências de estado é docente × grupo de recrutamento, pois o mesmo docente pode surgir em mais de um grupo no mesmo ano. Estados: P = permanência; M = migração; NC = não colocado; ? = colocado com origem escolar indisponível. A matriz de Markov usa apenas transições consecutivas entre P, M e NC.

Elevada recorrência: em vez de um corte absoluto arbitrário no índice, a aplicação usa por defeito o percentil 75 (Q3) da distribuição do índice entre painéis com pelo menos duas participações no período. Assim, “elevada” significa pertencer aproximadamente ao quartil superior da distribuição observada, e não ultrapassar uma fronteira jurídica ou substantiva universal. O utilizador pode alterar o percentil.

Corredores persistentes

Um corredor A→B é observado num ano quando existe pelo menos uma migração efetiva nesse sentido. Por defeito, a aplicação classifica-o como persistente quando aparece em pelo menos 60% dos anos do período selecionado e em pelo menos dois anos. O limiar de 60% é uma regra heurística transparente, alinhada com o critério de persistência usado no IPPS, e pode ser alterado pelo utilizador.

Inferência

São calculados INCD, RR-NC, odds ratio de colocação QZP vs QA/QE, intervalos de confiança de 95% e um teste bilateral de diferença de proporções, com H₀: p(colocação QA/QE) = p(colocação QZP). Estes resultados medem associação, não causalidade. Modelos logísticos multivariados, modelos multinível, ITS e Difference-in-Differences exigem decisões adicionais sobre covariáveis, intervenção legal e grupos de comparação e, por isso, não são apresentados como resultados causais nesta versão.

ICP-QZP

O índice de compressão potencial dos QZP permanece metodologicamente proposto, mas não é estimado sem informação sobre vagas, preferências ordenadas, prioridades, graduação e sequência efetiva de atribuição. Qualquer leitura deve permanecer no plano de “compressão potencial”.

Limitações

  • Identidade escolar: a análise longitudinal agrega por código. A designação 2024 é usada como rótulo atual; renomeações ou reorganizações históricas podem existir e são preservadas no ficheiro de auditoria, sem fusões automáticas por nome.
  • Alguns anos têm grupos sem candidatos na base; 2016/17 e 2017/18 não apresentam o grupo 360 nos ficheiros usados.
  • Registos com origem RAM, RAA, EPERP ou origem vazia são preservados na análise individual, mas não criam ligações escola→escola.
  • Alterações legais na numeração das prioridades tornam inadequada uma comparação bruta da coluna “Prioridade” sem harmonização.
  • Pressão de saída elevada deve ser conjugada com volume, persistência, grupo, contexto territorial e saldo.
Conceção do estudo, metodologia e desenvolvimento: Prof. Manuel P. Fernandes e Prof. Pedro Serra · © 2026